Blog cantor

Se este Blog cantasse, hoje seria esta canção:

A C#/G# F#m A/E D F#m/C#
Eu posso ver além do que meus olhos podem enxergar

Bm A D/E E
Além do que imagens me mostrar

F#m E D
E eu posso ouvir o que diz seu coração

F#m E D
Posso escutar através de suas mãos

Bm A Fº G#º/B D
Bem mais que palavras poderiam me dizer

Bm A G9/F E
Eu vejo a verdade através de você

A D/F#
Somos todos diferentes e ao mesmo tempo tão iguais

A/C# D B
E por nossas diferenças somos tão especiais

F#m E D C#m
Vamos junto como irmãos erguer a nossa canção

Bm A E D/E C#m D/E
É a vez da voz do coração ecoar por toda a terra. (Ôô)

G
Mesmo sem te ouvir

D/F#
Mesmo sem te ver

F E
E sem eu pisar no mesmo chão que você

Bm G#m
E se eu não entender o seu modo de pensar

D E
Ainda assim posso te amar.

Letra e música: Gabriela Parra

2 comentários 3 de Dezembro de 2009 às 16:03 Claudia Cotes

Dia INTERNACIONAL da Pessoa com Deficiência

Dia 03 de dezembro…
Quantas mudanças ainda precisam ser feitas.
Mas vejo um caminho com maior esperança.
Inclusão já não é um bicho de sete cabeças.
Falam sobre diferentes assuntos. Parece que o homem atual busca melhorias sociais, em várias áreas.
Que bom!
Enquanto os políticos se corrompem, a sociedade tenta reagir. Talvez o nosso estado de indignação seja tamanho, que só nos resta lutar!!

Neste dia, que seu coração seja tocado,
que você pare de reclamar e faça algo, por menor ação que seja…
Já é um começo.

Se hoje você me perguntar:
- O que você gostaria de mudar para a inclusão?
Eu respondo:
- Quero mudar o olhar das pessoas. Sabe aquele olhar de preconceito?
É. Esse mesmo!
E queria colocar um sorriso, junto com conhecimentos, que fazem o nosso coração ficar mais quente.
Que o Brasil todo possa saber que há surdos que precisam da Libras para compreender o mundo,
que sem áudiodescrição, o mundo das pessoas cegas fica muito limitado,
e por último, sem solidariedade e ação, não chegaremos a lugar algum…

Também desejo que as boas ações sejam copiadas,
que os profissionais busquem abrir a cabeça para a inclusão, pensando sempre que antes de um ouvido que não escuta, de um olho que não vê, de uma perna que não existe ou de um cérebro que não funciona muito bem, há um ser humano, que pensa, sente e quer viver feliz, e claro, incluído!

Adicionar comentário às 00:12 Claudia Cotes

Poder da comunicação

Fico impressionada com o poder de comunicação da Internet!
É tanta gente interessante que entra em contato com a Vez da Voz…
Vejo um movimento de pessoas querendo algo novo, imagens mais inclusivas, para TODOS!
E me pergunto:
- Quando teremos uma mídia mais inclusiva?
Com a Internet, isto já poderia estar acontecendo…
Imagine só você ver e escutar isto na TV brasileira:
- Este assunto está em formato inclusivo, com Libras e audiodescrição em nosso site! Opine! Independente de nossas diferenças!!
É ESTA A MÍDIA QUE EU QUERO!
Ontem li um artigo que fala sobre o Decreto 5.296 - aprovado em 2004, que regulamenta a acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência auditiva e/ ou visual, e também sobre a Norma ABNT - NBR 15.290 - que prevê Acessibilidade em Comunicação na Televisão.
Muito bem…
As leis e normas existem.
E daí?
Odeio a expressão: “essa lei não pegou”!
Desde QUANDO uma lei precisa pegar ou não?
E é porque muitos brasileiros não levam as leis à sério que vemos políticos importantes guardando dinheiro, descaradamente, nas meias e cuecas.
Sinto vergonha de ser brasileira, muitas vezes.
Mas não vou ficar parada!
Vou aos poucos, com meu grupo e apoio de brasileiros que querem um país melhor, fazer a construção de uma mídia inclusiva - para todos.
Defendo a seguinte filosofia de vida:
- Se você deseja mudar algo, FAÇA AGORA!
Posso contar com você?

Adicionar comentário 30 de Novembro de 2009 às 08:35 Claudia Cotes

Desenho inclusivo

Esta semana minha filha estava assistindo o desenho animado da Pequena Sereia, no Disney Chanel.
De repente ela me chamou:
- mãe, vem ver! Você vai A-DO-RAR isso…
A Pequena Sereia Ariel tinha uma amiga Gabriela, sereia, negra e surda! Ela fazia a língua de sinais e o polvo (Oly) era o intérprete. Só que a Pequena Sereia entendia tudo o que a amiga falava.
Achei DEMAIS!
Gabriela era dançarina e a Ariel queria ser como ela.
Que dignidade ter os nossos filhos admirando a diversidade humana e querendo descobrir TALENTOS nas pessoas com deficiência.
Com certeza, as crianças têm muito a nos ensinar sobre os relacionamentos.
Que bom será quando o Brasil for produtor destes conteúdos inclusivos. Somente assim, alunos vão aprender a respeitar mais seus professores, e poderão ver que a mistura na convivência social só nos faz pessoas melhores.
Minha amiga Lilian me ensina uma coisa bem bacana:
- Quer conviver com a diferença?
Então, adapte-se a ela!!
Quero produzir vídeos inclusivos e construir um país com mais oportunidade para as pessoas entenderem que a COMUNICAÇÃO precisa e deve ser para todos.

Adicionar comentário 24 de Novembro de 2009 às 08:46 Claudia Cotes

ContaDown em francês

A vida é realmente feita de momentos.
Tive a feliz oportunidade de conhecer a professora Crisaidi Sodré. Não aprendi só francês, mas também sobre solidariedade.
Vejam só o que ela fez com o texto que eu escrevi ontem!!!
Vous connaissez un RaconteDown?
Mon histoire avec Ariel a commencé quand il était petit.
Je faisais l’École Normale et j’ai été une stagiaire à l’école CDI, à Campinas. Deux élèves trisomiques se détachaient dans la classe : Ariel et Rafael.
Puis, quand j’étais déjà une phoniatre, j’ai reçu Ariel dans mon cabinet et lui enseigné quelques sons.
Le temps a passé et mon premier livre pour enfants a été paru… le voilà, Ariel, mon cher ami, dans la queue !
Après cela j’ai appris qu’il travaillait.
J’ai écrit mes premiers livres inclusifs et suis allée visiter Ariel pour ranimer notre amitié et contact.
Nous ne nous sommes plus separes (tant mieux) !
J’ai été la phoniatre d’Ariel pendant quelque temps et un jour j’ai noté chez lui une aisance remarquable à mémoriser des histoires.
Je lui ai dit : « Ariel, tu peux être un RaconteDown d’histoires !!! »
C’était moi alors que racontait les histoires chez les librairies, représentant l’ONG Vez da Voz.
Il a adore cette idée!
Notre partenariat a bien réussi !
Chaque jour Ariel me surprend de plus en plus.
Quand il a gagné un nez à clown de Marcos Casuo, sa parole a révélé des sons et des rimes !
Aujourd’hui j’ai un DVD avec six vidéos d’Ariel RaconteDown – bientôt sur le site.
Quand je le regarde, mon c œur bat très fort.
Je pense: “Combien y-a-t-il de trisomiques qui auraient pu raconter des histoires dans le Brésil ? »
Personne n’est plus lucide et plus pure qu’eux.
Não existem seres mais lúdicos e mais puros do que eles. Les trisomiques sont pour toujours des enfants d’une très belle pureté.
Un jour, mon fils et moi l’avons amené à la station d’autobus de São Paulo.
Mon fils Victor, qui a huit ans, a dit: “Maman, Ariel reconte très bien les histoires ! »
Je lui ai répondu : « Vi (Victor), il est un RaconteDown ! »
J’ai rigolé quand sa mère m’a dit: « Tu sais, Cláudia, Ariel ne fiche pas si quelqu’un est important ou pas. Peut-être il ne remarque pas ça.
Et j’ai pensé : « Mon Dieu ! Nous pouvions bien être comme lui!”

E que a inclusão possa ser falada em várias línguas, que promova mudanças REAIS na sociedade e que faça milhares de pessoas mais felizes!

Adicionar comentário 19 de Novembro de 2009 às 15:33 Claudia Cotes

Você conhece um ContaDown?

Minha história com o Ariel começou quando ele era pequeno.
Eu fazia o curso de Magistério e fui estagiária na escola CDI, em Campinas. Dois alunos com Down se destacavam na turma: o Ariel e o Rafael.
Depois de um tempo, quando eu já era fono, recebi o Ariel no meu consultório e ensinei alguns sons.
O tempo passou, lancei meu primeiro livro infantil, e lá estava ele na fila. Ariel, meu querido amigo…
Fiquei sabendo depois de um tempo que ele estava trabalhando.
Fiz meus primeiros livros inclusivos. E fui até o apto do Ariel, reatar nossa amizade e contato.
Daí, nós não nos largamos mais (ainda bem)!
Fui a fono do Ariel por mais um bom tempo, até que um dia, percebi a FACILIDADE que ele tinha em decorar histórias, e falei:
- Ariel, você pode ser um ContaDown de histórias!!!
Na época, era eu quem contava as histórias em livrarias, pela ONG Vez da Voz.
E ele amou!
Nossa, deu MUITO certo essa nossa parceria!
A cada dia, o Ariel me surpreende mais e mais. Quando ele ganhou um nariz de palhaço do Marcos Casuo, encheu-se de sons e rimas e a voz do Ariel ganhou VIDA!
Hoje, peguei um DVD com seis vídeos do Ariel como ContaDown. Já já vão pro site.
Quando vejo o Ariel atuando, meu coração fica quente.
Penso:
- Quantos Downs poderiam contar histórias por esse Brasil afora…
Não existem seres mais lúdicos e mais puros do que eles. Downs são sempre crianças. Conseguem transmitir uma pureza muito bacana.
Outro dia, meu filho e eu levamos o Ariel na rodoviária de SP.
E o Victor, que tem 8 anos falou:
- Mãe, o Ariel conta história muito bem…
E eu respondeu:
- Vi, ele é um CONTADOWN!!!!
Dei risada quando a mãe dele me falou:
- Sabe Cláudia, o Ariel não liga muito se a pessoa é importante ou não. Ele talvez não tenha consciência disso.
E eu pensei:
- Nossa, bem que todos nós poderíamos ser um pouco Ariel.

Adicionar comentário 18 de Novembro de 2009 às 19:47 Claudia Cotes

Vez da Voz no Twitter

Você pode acompanhar muitas novidades da ONG Vez da Voz através do Twitter.
http://twitter.com/vezdavoz

Acompanhe-nos por mais esse canal de comunicação !

Adicionar comentário 17 de Novembro de 2009 às 10:44 admin

Ficamos Sara!

Tanta gente reclamando do apagão…
Claro que foi uma surpresa para o povo brasileiro, mas vamos procurar tirar um pouco de proveito desta situação.
Eu estava saindo do meu consultório, em Campinas/SP e tive que aguardar o porteiro abrir o portão eletrônico.
Lição 1:
Em casos difíceis, a solidariedade do outro é fundamental!
Depois, eu percebi que estava sem combustível no carro e percorri, no escuro, vários postos até encontrar um que estivesse com a bomba funcionando. Isso demorou 1 hora.
Lição 2:
A persistência é a mãe do sucesso.
Dirigi das 23h00 às 24h00 por uma estrada totalmente escura. Pedi ao Universo pra que o pneu do carro não furasse e que eu pudesse ser vista pelos caminhoneiros.
E deu certo!
Lição 3:
É preciso ter fé na vida!
Cheguei em SP, uma cidade totalmente escura, com vários obstáculos e policiais tentando organizar carros e pessoas assustadas com a escuridão. Andei por 3 túneis escuros. E achei tudo tão diferente, que eu buscava ver a iluminação do céu. De repente, as estrelas poderiam iluminar a cidade…
Lição 4:
Sempre busque novas possibilidades pra resolver um problema.
Cheguei no prédio onde eu moro, quase 1h00 da madrugada. E subi num elevador bem lento e todo escuro.
Em casa, todos estavam dormindo.
Troquei de roupa e fui lavar as mãos de olhos fechados.
Pensei comigo:
- Todos estamos Sara!
Pra quem não sabe, a Sara Bentes é minha amiga, que tem baixa visão e me ensina muitas coisas sobre a vida.
E percebi que ter uma deficiência visual nos causa várias sensações diferentes: curiosidade, calma, cuidado ao caminhar, medo do desconhecido, conforto com o que já é habitual.
Adoro o escuro na hora de dormir…
Que bom que muitos brasileiros puderam ficar Sara por algumas horas.
Lição 5 e talvez a mais sábia de todas:
- Sempre se coloque no lugar do outro pra poder compreender diferentes realidades e construir um mundo melhor…

Adicionar comentário 12 de Novembro de 2009 às 09:29 Claudia Cotes

Tecnologia Inclusiva

Boas notícias! Hoje li uma informação que me deixou bem feliz! O homem está cada vez mais disposto a usar a tecnologia em prol da vida ou da qualidade dela. Desta vez, a qualidade que falo está relacionada ao acesso à comunicação e cultura.

Ao mesmo tempo que os tão falados e recentes e-books estão chamando a atenção daqueles que, de forma prática, querem armazenar e acessar literatura e notícias pelos livros digitais, também estão sendo destaque entre as pessoas com deficiência visual. Pois é! É que uma empresa americana criou um leitor de e-books que tira fotos de páginas de livros e jornais e converte o texto em fala.

O aparelho, chamado de e-reader, pretende ajudar pessoas com deficiência visual ou dislexia. A tecnologia, que custa em torno de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 2.550), suporta arquivos MP3, WAV, além de formatos de texto, e pode tocar arquivos de áudio. Por enquanto, o dispositivo estará disponível nos Estados Unidos e no Reino Unido. A companhia pretende distribui-lo em outros países no futuro.

Bom, espero que o dispositivo chegue logo ao Brasil e que seu preço seja bem mais acessível para que os dislexos, pessoas com deficiência visual e até analfabetos tenham passagem livre ao mundo da leitura, informação e cultura!

Leia a notícia aqui!

Adicionar comentário 10 de Novembro de 2009 às 19:12 Roberta Lage

Queremos Educação e Arte!

Esta semana dei uma entrevista pra uma rádio de SP.
E me perguntaram:
- Você nao acha que estamos evoluindo e as pessoas estão mais incluídas no Brasil?
E eu respondi:
- NÃO!
Existe sim um movimento em prol da inclusão, mas isto já acontece HÁ ANOS nos Estados Unidos, Europa, Japão…
Na minha opinião, estamos sim, é atrasados!
Que mania que brasileiro tem de achar que quando faz um pouquinho,já está legal. Antes pouquinho do que nada.
Sem essa, galera!!
A gente não quer só acessibilidade nas ruas. Queremos Educação e Arte acessível!
Queremos uma TV com audiodescrição e Libras!!
E não só pra cumprir a lei, mas porque isto é uma questão de CIDADANIA, de respeito ao ser humano.
Ando falando em Congressos e repito:
- A mídia brasileira está cega,surda, cadeirante em uma rua com buracos e tem Down. Está cega porque não enxergou ainda que há milhares de pessas que precisam da audiodescrição. Está surda porque não ouviu que há mais de 6 milhões de surdos que precisam da Libras para entender alguma informação. Está cadeirante em uma rua com buracos porque há mais de 20 anos, está parada, em um formato que não se modifica. E tem Down porque como diz o meu amigo Ariel, ela demora muito teeeeeempo para entender e compreender que a inclusão precisa ser feita AGORA!
Adoro a letra desta música:
- A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e Arte.
A gente não quer só comida. A gente quer bebida, diversão, balé.

A gente não só dinheiro. A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro. A gente quer INTEIRO e não pela metade!!
http://www.youtube.com/watch?v=7wE-xCWOzq0
Podíamos bem que fazer esta música em Libras, não?

1 comentário 7 de Novembro de 2009 às 09:16 Claudia Cotes

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