Iguais na Diferença Tecnologia Inclusiva

Queremos Educação e Arte!

7 de Novembro de 2009 às 09:16 Claudia Cotes  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 419

Esta semana dei uma entrevista pra uma rádio de SP.
E me perguntaram:
- Você nao acha que estamos evoluindo e as pessoas estão mais incluídas no Brasil?
E eu respondi:
- NÃO!
Existe sim um movimento em prol da inclusão, mas isto já acontece HÁ ANOS nos Estados Unidos, Europa, Japão…
Na minha opinião, estamos sim, é atrasados!
Que mania que brasileiro tem de achar que quando faz um pouquinho,já está legal. Antes pouquinho do que nada.
Sem essa, galera!!
A gente não quer só acessibilidade nas ruas. Queremos Educação e Arte acessível!
Queremos uma TV com audiodescrição e Libras!!
E não só pra cumprir a lei, mas porque isto é uma questão de CIDADANIA, de respeito ao ser humano.
Ando falando em Congressos e repito:
- A mídia brasileira está cega,surda, cadeirante em uma rua com buracos e tem Down. Está cega porque não enxergou ainda que há milhares de pessas que precisam da audiodescrição. Está surda porque não ouviu que há mais de 6 milhões de surdos que precisam da Libras para entender alguma informação. Está cadeirante em uma rua com buracos porque há mais de 20 anos, está parada, em um formato que não se modifica. E tem Down porque como diz o meu amigo Ariel, ela demora muito teeeeeempo para entender e compreender que a inclusão precisa ser feita AGORA!
Adoro a letra desta música:
- A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e Arte.
A gente não quer só comida. A gente quer bebida, diversão, balé.

A gente não só dinheiro. A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro. A gente quer INTEIRO e não pela metade!!
http://www.youtube.com/watch?v=7wE-xCWOzq0
Podíamos bem que fazer esta música em Libras, não?

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1 Comentário Faça seu próprio

  • 1. armando  |  10 de Novembro de 2009 às 09:31

    Concordo, Cláudia. Já caminhamos um pouco, mas há muito o que fazer. Principalmente nas escolas. Hoje já atingimos a meta da quantidade. Porém pouco se faz em relação a qualidade do ensino. A violência só aumenta, o professor está cada vez mais desamparado, apesar da propaganda dizer o contrário e quando a proposta é incluir, as coisas se complicam. Sou partidário de uma escola inclusiva, mas com responsabilidade, com seriedade e planejamento. Não basta abrir as portas das escolas para satisfazer as estatísticas. É preciso praticar a inclusão desde a concepção da escola, no acolhimento do aluno, na formação dos funcionários e constituição de uma equipe de trabalho que possa atender a todos. Sonho? Utopia? Quem sabe. Entendo que com um pouquinho mais de boa vontade é possível acelerar este processo.

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